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TB-500 — Atualização 2026

Por Redação · publicado 2025-11-02 · última revisão 2025-12-16 · Guide

TB-500 aparece com frequência em conversas e raramente com contexto. Aqui vão primeiro os fundamentos, depois as considerações práticas.

Atualizado em 2025-12-16. Números e descrições seguem a literatura publicada, não o material promocional.

Estabilidade e armazenamento

Contrariamente à crença ocidental, a Luftwaffe não foi "a criada do Exército Alemão". Contudo, embora a Luftwaffe fosse independente e seguisse a sua própria linha de pensamento e teorias estratégicas, foi dada ênfase ao apoio às tropas terrestres, sendo a Alemanha uma força continental e estando sempre ameaçada por hostilidades e operações militares terrestres. Por estas razões, entre 1933 e 1934, o comando da Luftwaffe estava preocupado com métodos tácticos e operacionais; em termos aéreos, o conceito do exército de Truppenführung (operações conjuntas entre ramos) era um conceito operacional, mas também tinha uma vertente táctica. Durante a Primeira Guerra Mundial, as unidades aéreas estavam "delegadas" a determinadas formações do exército, prestando apoio às mesmas. As unidades de bombardeamento de mergulho eram consideradas essenciais à Truppenführung, destruindo posições importantes e linhas de comunicação. O Regulamento 10 da Luftwaffe, publicado em 1934, defendia a superioridade aérea e tácticas de ataque ao solo sem preocupações operacionais. Até 1935, o manual de 1926 "Directivas para a Conduta da Guerra Aérea Operacional" continuava a ser o principal guia para as operações aéreas alemãs. O manual orientou o Oberkommando der Luftwaffe (OKL) a concentrar-se em operações aéreas limitadas: protecção de áreas específicas e apoio ao exército em combate. Com um conceito táctico eficaz, os teóricos do poderio aéreo alemão necessitavam de uma doutrina estratégica e de organização.

Fontes: pt.wikipedia.org

Notas práticas

Robert Knauss, um militar da Luftstreitkräfte e, mais tarde, piloto da Luft Hansa, foi um proeminente teórico do poderio aéreo. Knauss apoiava a teoria de Giulio Douhet, que defendia que o poder aéreo poderia, por si só, ganhar guerras, através da destruição da indústria inimiga e da desmoralização da população através de tácticas de bombardeamento de terror. Esta teoria incluía ataques e bombardeamentos a civis. O Estado-maior impediu que a teoria de Douhet se tornasse numa doutrina, receando que se o inimigo ganhasse superioridade aérea, pudesse fazer o mesmo contra as populações alemãs. Em Dezembro de 1934, o Chefe de Estado-maior Walther Wever procurou criar uma doutrina e estratégia que a Luftwaffe pudesse usar na prática. Por esta altura, Wever conduzia exercícios militares (simulações contra os franceses) para validar a sua teoria de que bombardeamentos estratégicos, contra a indústria inimiga, seria o suficiente para ganhar uma guerra, mesmo que fossem também necessários ataques estratégicos contra posições inimigas no solo. Em 1935, o Regulamento 16: Conduta da Guerra Aérea, foi planeado. Nesta proposta, estava escrito "A missão da Luftwaffe é concretizar estes objectivos". Nesta doutrina, o alto comando da Luftwaffe rejeitava a prática de bombardeamentos de terror. Esta táctica de terror estava condenada a ser contra-produtiva, visto que iria aumentar a vontade do inimigo em resistir, em vez de o desmoralizar. Tais campanhas de bombardeamento eram consideradas como um desvio do objectivo principal das operações da Luftwaffe: a destruição da força armada inimiga.

Fontes: pt.wikipedia.org

Comparação com alternativas

Contudo, Wever reconhecia a importância do bombardeamento estratégico. Na nova doutrina, a Conduta da Guerra Aérea, Wever rejeitava a teoria de Douhet e delineava cinco pontos chave na estratégia aérea:1. Destruir a força aérea inimiga, bombardeando as suas bases aéreas e as suas fábricas, e aniquilar com celeridade as forças aéreas que ataquem alvos alemães;2. Prevenir o movimento das forças inimigas destruindo caminhos de ferro, estradas, pontes e túneis que sejam indispensáveis para o movimento e abastecimento do inimigo;3. Prestar apoio às operações do exército, impedindo o avanço inimigo e participando directamente nas operações terrestres;4. Prestar apoio às operações navais, atacando bases navais, protegendo os navios e as bases navais alemãs e participando directamente nas operações navais;5. Paralisar as forças armadas inimigas, parando a produção de armamento das suas fábricas. Wever começou a planear uma força de bombardeiros estratégicos e procurar incorporar o bombardeamento estratégico na estratégia de guerra aérea. Ele acreditava que as aeronaves tácticas deveriam apenas ser usadas como meio para alcançar uma força estratégica. Em Maio de 1934, Wever iniciou um projecto de sete anos chamado Bombardeiro Ural, um bombardeiro que daria à Luftwaffe um alcance para bombardear qualquer ponto na Europa, dos Açores à Rússia Central, da Islândia ao Norte de África. Em 1935, este projecto abriu caminho para o Dornier Do 19 e o Junkers Ju 89.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Questões em aberto

Em Abril de 1936, Wever deu ordens para um requerimento para o "Bombardeiro A", que teria um alcance de 6 700 km com capacidade para 900 kg de bombas. Contudo, a visão de Wever do Bombardeiro Ural nunca foi realizada, e o entusiasmo em operações aéreas estratégicas foi perdido, com apenas uma submissão de um projecto tendo sido realizada, o Heinkel P.1041, que a 5 de Novembro de 1937 passou a ser oficialmente designado como Heinkel He 177. Vários anos já haviam passado, e a Luftwaffe continuava sem rumo estratégico. A força aérea não estava subordinada ao papel de apoio ao exército, e não lhe era dada nenhuma missão particular. A doutrina alemã continuava a arrastar-se entre os dois conceitos. A Luftwaffe seria então uma organização capaz de levar a cabo tarefas e missões variadas, em vez de se concentrar numa linha de pensamento. Este caminho de tarefas e missões variadas foi encorajado para tornar mais flexível o uso do poder aéreo, para apoiar as forças terrestres nas condições certas para que fosse alcançada uma vitória decisiva. De facto, quando a guerra despoletou na Europa, apenas 15% das aeronaves da Luftwaffe estavam direccionadas para o apoio às operações terrestres, expondo o mito de que a Luftwaffe havia sido construída para apoiar o exército.

Fontes: pt.wikipedia.org

Perguntas frequentes

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